terça-feira, 12 de agosto de 2008
MEDO
Quando moça, da vida sentia medo...
Sou mulher... da vida eu medo tenho.
E na vida me embriago
Para esquecer de onde venho...!
A Metamorfose da Palavra
A Metamorfose da Palavra!
A palavra literatura deriva etimologicamente de letra. A relação entre estes dois termos faz-nos pensar que a literatura necessita da escrita para que a consideremos como tal.
Embora nenhuma cultura primitiva conhecida soubesse o que era a escrita, todas elas possuíam um rico acervo de lendas e canções. A literatura nasceu com o Homo sapiens, com a necessidade que o ser humano tem de conservar a sua história (o que deu lugar ás epopeias e às lendas) e de controlar a natureza (dando lugar a mitos e às religiões)..
Até ao aparecimento da escrita, no III milénio a C., a transmissão de conhecimentos, orações, lendas, e canções era feita oralmente. Com a escrita transformou-se, tornou-se mais estável e deu lugar à figura do autor, que na literatura oral era sempre anónimo.
Neste contexto, a literatura tem a capacidade assombrosa de pertencer ao seu próprio tempo e, simultaneamente, a qualquer tempo possível. Esta condição deve presidir a qualquer estudo da mesma. Com efeito, devemos beneficiar dessa característica para fazer da literatura uma disciplina que, através do passado, nos aproxime do presente. «A facilidade com que uma obra pode oferecer diferentes interpretações faz com que obtenhamos leituras diferentes, consoante a pessoa, a época ou o modo como ela é abordada»
Em contrapartida, é imprescindível saber aproximarmo-nos dela, aprender a procurá-la e a obtê-la. E, sobretudo, aprender a assimilá-la. Saber, mas, melhor ainda, saber como.
A literatura é hoje o melhor embaixador, para a melhor das mensagens: ler gera capacidades expressivas, mas é também, uma fonte de cultura, conhecimentos, humanidade e maturidade. Não é em vão que esta é uma “Arte” privilegiada, pois é a única em que o seu próprio instrumento, “a palavra”, é ao mesmo tempo o objecto da sua adoração.
O desejo em expressar os sentimentos e o modo de pensar, de forma diferente do que faz no dia a dia, levou o homem a usar a linguagem literária como ponte de união entre o” ser e o sentir”. Com a descoberta da escrita e, mais tarde com a difusão da imprensa, as mensagens tornaram-se mais extensas chegando a um maior número de público.
Com o tempo, a arte literária foi reunindo formas particulares de expressão, não se limitando a recolher essas formas, mas sim, classificou-as e analisou as suas estruturas, os temas e as formas. Estabelecendo-se assim a distinção entre a literatura e outros géneros de expressão escrita, como os textos científicos, os jurídicos ou o jornalismo.
Amélia Fernandes:
Execerto de um trabalho académico
Boas Férias!!!
O endereço que se segue, tem por finalidade, facultar algum conhecimento da autora do blog, aos seus visitantes, nomeadamente, a um ente muito querido, a quem desejo umas óptimas férias, e, um regresso muito rápido!
Beijo desta amiga e confidente...
Segue também o meu e-mail... falamos disso, lembra-se?
Beijinho.
http://eacfacfil.googlepages.com/homenagem_poetisarosa
O CANTO DO ROUXINOL!
O CANTO DO ROUXINOL!
Se o canto do rouxinol ocultasse
O silêncio da certeza
Acordasse os sentimentos de
Nobreza
E esculpisse a beleza do amor...
Pouca gente haveria, com certeza
Que sentisse em seu abrigo
A melodia de uma ave a cantar
Ou o puro, néctar, de uma flor...!
Amélia F. In. Poemas de Amor e Sal, p. 25 81997)
Morrer por Amar!
Morrer por Amar!
Eu quero amar! Amar amando...
Perdidamente, sempre amar, se for preciso
Nuvens densas, desaguam em meu pranto
E nelas, eu busco, o paraíso.
Eu quero amar, sentir no peito
O desespero da paixão que me domina
Adormecer toda a hora em teu leito
Ser embalada, pela voz da andorinha!
Eu quero amar! Sangrar por dentro...
Destruir este calvário que invento
Morrer por ti, torturada de prazer...
Se um dia, hei-de ser cinza espalhada
Aos ventos cantarei minha alvorada
Eu quero amar... amar...! amar até morrer!
Amélia Fernandes,In. Sol e Miragem, p, 22 (2000)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
O MUNDO!
O MUNDO!
O mundo era nosso, e o céu
Cobria a nudez do nosso amor
Enquanto, enlouquecidos, tu e eu...
Sugávamos as entranhas das flores.
O luar estendido a meus pés...
Giestas, perfumadas, coloridas.
Naufragava, em teus braços de marés...
Minha alma, o meu corpo, minha vida!
E tu...! E eu...! Nossos beijos...!
Amordaçados na paixão de bem querer
Enfeitavam o voar das andorinhas.
Aquecidos, docemente, os desejos...
Depositados, em meu corpo, em meu ser,
Na madrugada, das estrelas, que eram minhas...
Amélia F.