sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Amanhecer!
A colina do tempo, espera a chegada
Preparam intensos, os seus quentes ninhos...
Pessoas ao longe... um vulto de nada!
E, o luar, de mansinho, desmaia...
E, destroçado, lembra a hora, o dever
Pálido, tristonho, vem um novo dia...
O silêncio da noite, vai desaparecer!
Em cada sombra, alguém a galope...
Em cada cidade, manobra o chicote,
Há correrias no cais da minha alma!
Tecem as veias, o som da alegria!
Vestido de alva, o Sol desponta
E, a manhã, parece mais calma...!
Amélia F.
In Sol e Miragem, p.,29 (200)
A Ti...!
Se hoje vieres
e me quiseres
eu serei para ti...
Nunca desejes
uma outra mulher...
Quando essa tentação aparecer!
Olha para trás...
e lembra-te de mim...!
Amélia Fernandes:
in, O Canto do Vento, p. 23 (1991)
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Eterna saudade!
22 de Setembro de 2008
Adeus, Christian, meu sobrinho!
Aconteceu, ao fim de uma manhã cheia de sol, uma manhã perfumada pelas cores do teu sorriso!
Aconteceu, que Deus te chamou para Ele! Sim! E tu partiste sorridente, exibindo esse sorriso de sempre. Esse sorriso, com o qual acalentavas, o coração de tua mãe! A tua mãe, que, como uma Heroína, esteve sempre a teu lado; desde o início da agonia, até ao fim.
É, Christian! Terminaste demasiado cedo, a tua missão na terra! Uma outra missão, mais Sublime, espera-te na Pátria Celeste.
Neste sentido, meu querido sobrinho, não te digo adeus, porque, estou a teu lado, nesta caminhada que te “eleva” até Deus!
Nós, os que cremos na Ressurreição, mesmo sabendo que, a partir de agora, jamais te possamos ver, sentir, embriagar-mo-nos com o teu sorriso, mantém-se a certeza da tua presença, sempre viva, em nossos corações.
Embora a dor da saudade nos venha a sufocar, conforta-nos a certeza de que, onde quer que estejas, estás melhor que nós! Olhando e pedindo por todos nós.
A partir de hoje, Christian, quando eu olhar o céu, quando vir as estrelas brilhar, eu vou ter a certeza de que estás entre elas. Serás mais uma linda estrela, cintilante, abrilhantando a nossa vida, o coração de cada um de nós! Por isso, repito:
- Não te digo adeus, meu querido sobrinho! Mas sim, até já! Até sempre!...
Que Deus te receba na sua glória, para que, juntamente com os anjos e os santos, possas cantar Hinos de Louvor, ao nosso Criador; Senhor da Vida e da Morte!
Eterna saudade, da tia Amélia.
sábado, 13 de setembro de 2008
Rígidos!
Ferem, machucam por dentro,
A hora vai apressada....
O infinito deserto
Definitivamente discreto
Rompendo a madrugada....
E tu?! Estás em mim
Teu olhar está no meu
Já vejo o despertar...!
Nesse olhar enternecido
O sentir embevecido
Do proibido sonhar...!!!
Amélia F.
in, Ser Eu e Sonhar. p., 66, (2004)
Nunca é tarde...!
para começar!
Nunca é tarde de mais
para viver!
Nunca é tarde de mais
para perdoar!
Nunca é tarde de mais
para sofrer...para corrigir
e crescer!
E é sempre tempo para
dar...
sorrir...
e Amar...
Mélita Fernandes
In, Ondas de Palavras, p., 48, (1985)
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Até amanhã...
Estou cansada, sem inspiração.
Vou deitar.
Amanhã espera-me um novo dia.
Partirei para Ourense, a fim de finalizar as II Jornadas Culturais, onde, entre outros temas, tem sido debatido o "problema" da língua Luso-Galaica.
É com alguma emoção, que presencio o interesse do heróico povo galego, a luta, que os mesmos travam, a fim de conseguirem a unificação da Galiza a Portugal.
O futuro será testemunho destes Docentes, Nacionalistas, que muito têm dado em prol do ideal em que acreditam.
A finalizar as jornadas, que decorreram durante toda a semana, terá lugar um recital de poesia.
Infelizmente, para quem vai assistir, o mesmo terá apenas literatura portuguesa; a minha poesia. Além de mim, vários poetas declamarão poesia, mas toda da autoria da "Poetisa de Arosa". Espero não se desiludam muito.
Beijo e até breve
Amélia F.
Quero amar-te!
Quero amar-te na madrugada já distante…
Quero sentir em meu corpo o teu calor
Deslizar minhas mãos que acarinham,
Com os dedos tocar-te suavemente
E fazer-te sentir dor; dor de amor…
Sentir em meus lábios a paisagem
Que, desfeito, o meu corpo adivinha….
Fazer-te estrela, bela, selvagem,
Fazer-te sentir imagem desértica
Horizonte perdido onde foste outrora
Camélia florida…
A flor da vida, que o temo devoraaaaa………!
Mélita Fernandes.
In, Flores Para Ti, p., 30 (2008)