Salvação!
Pés ágeis, rompem a galope.
Madrugadas por descobrir
Vagueio perdida,
Maneia o chicote
Estábulos de areia
Sementes de pão
Lábios que movem
Produtos nas bermas
Céus em glória
Retiro eterno…
…A Salvação
inédito
11/07/2009
Amélia Fernandes
sábado, 11 de julho de 2009
Águas perdidas
Águas perdidas
No turbilhão de águas perdidas
A calmaria levanta a proa
O arco aponta vindimas ceifadas
A corça rompida na escuridão
O trigo, o joio
Plantação…!
Semente de terra, parida ao luar
Silêncio oprime, ondulação…
inédito
11/07/2009
No turbilhão de águas perdidas
A calmaria levanta a proa
O arco aponta vindimas ceifadas
A corça rompida na escuridão
O trigo, o joio
Plantação…!
Semente de terra, parida ao luar
Silêncio oprime, ondulação…
inédito
11/07/2009
Descampados.
Descampados.
Tremem dias descampados
Desertos de ansiedade
Cólera, abismo, dor e saudade
Sol, noite, lua, luar
Dias eternos, meditação
Flechas desfiguradas
Desencadeiam ventos estranhos
Colinas obliquas, desfiguradas
Ferventes de sangue
Gemem as mãos
inédito
11/07/2009
Tremem dias descampados
Desertos de ansiedade
Cólera, abismo, dor e saudade
Sol, noite, lua, luar
Dias eternos, meditação
Flechas desfiguradas
Desencadeiam ventos estranhos
Colinas obliquas, desfiguradas
Ferventes de sangue
Gemem as mãos
inédito
11/07/2009
Senhor!
Senhor!
Senhor! Clamo por Ti…
Na tempestade do meu coração
Há revoltas opostas a mim
Há discórdias de emoção
Flechas de prata rasgam meu ventre
Lanças de fogo cravam meu peito
Cavalos e montes, torrentes de fogo
Inflamam a alma, palavras jorradas
Amplos caminhos…
Calamidade de Verão
inédito
11/ 07/ 2009
Senhor! Clamo por Ti…
Na tempestade do meu coração
Há revoltas opostas a mim
Há discórdias de emoção
Flechas de prata rasgam meu ventre
Lanças de fogo cravam meu peito
Cavalos e montes, torrentes de fogo
Inflamam a alma, palavras jorradas
Amplos caminhos…
Calamidade de Verão
inédito
11/ 07/ 2009
Vai Acontecer...!
Como são belos
Sobre as montanhas
Pássaros de felicidade
…esvoaçando…
Gaivotas que rasgam
Pensamentos feridos
Em nuvens de espaço
Em espaços cantando!
Jerusalém, rios, babilónia!
Águas sedentas
Desejos escaldantes
Sementes de paz
Braços gigantes
Erguidos em prece
Elevam-se os montes
Tocam os sinos, é novo dia
Nos confins do Verão
Triunfa o resgate
Nas mãos que partem em agonia
Repartem nações desfeitas em arte
Qual miragem lança o abismo
Senhor, mensageiro…libertação
Barcos perdidos, sentinelas gritantes
Em reinos de esferas, adornado em pão
Peregrinos do além
Castigo humilhado
Israel perdida… precipitação
Chamas ardentes, serpentes e fogo
Desfigurado, aventureiro
Prodígio cantado… em oração!
inédito.
Amélia fernandes
Sobre as montanhas
Pássaros de felicidade
…esvoaçando…
Gaivotas que rasgam
Pensamentos feridos
Em nuvens de espaço
Em espaços cantando!
Jerusalém, rios, babilónia!
Águas sedentas
Desejos escaldantes
Sementes de paz
Braços gigantes
Erguidos em prece
Elevam-se os montes
Tocam os sinos, é novo dia
Nos confins do Verão
Triunfa o resgate
Nas mãos que partem em agonia
Repartem nações desfeitas em arte
Qual miragem lança o abismo
Senhor, mensageiro…libertação
Barcos perdidos, sentinelas gritantes
Em reinos de esferas, adornado em pão
Peregrinos do além
Castigo humilhado
Israel perdida… precipitação
Chamas ardentes, serpentes e fogo
Desfigurado, aventureiro
Prodígio cantado… em oração!
inédito.
Amélia fernandes
quarta-feira, 3 de junho de 2009
até que um dia, apareceu alguém disposto/a a entrar
bateu à porta, esta, abiu-se devagarinho, muito devagarinho.
entrou e encheu todo o espaço.
A casa ficou mais brilhante, mais quente, cheia de luz.
O sol irradiou para sempre aquele/esse lar, que, daí em diante,
jamais abandonou aquela casa sombria.
Aquele rosto, sorridente, mas triste, passou a sorrir de verdade e, inalmente, soube agradecer à vida pelo espaço em que habita, pelo ar que respira, pela emoção, pelo sonho em que acredita...
hoje, deu para invadir este espaço...
bateu à porta, esta, abiu-se devagarinho, muito devagarinho.
entrou e encheu todo o espaço.
A casa ficou mais brilhante, mais quente, cheia de luz.
O sol irradiou para sempre aquele/esse lar, que, daí em diante,
jamais abandonou aquela casa sombria.
Aquele rosto, sorridente, mas triste, passou a sorrir de verdade e, inalmente, soube agradecer à vida pelo espaço em que habita, pelo ar que respira, pela emoção, pelo sonho em que acredita...
hoje, deu para invadir este espaço...
sábado, 18 de abril de 2009
O que o Mundo espera de mim?!
O que o Mundo espera de mim?!
Quem sou eu, para Vos deixar nesse estado, como se andásseis á deriva, em busca de uma “catedral” de sonhos e desejos imaginados, construídos na tua/nossa/vossa mente? Na mente, de quem apenas sonha, e deseja ser feliz…!
É! Nada mais que isso peço á vida; apenas viver e ser feliz.
E que mulher não deseja isso?!
Assim sendo, não me coloquem num pedestal que não me pertence, tratem-me apenas como um ser Humano que sou. Sim, um ser Humano, com H maiúsculo. E, como mulher, posso dizer que não passo disso, simplesmente uma Mulher.
Alguém que ama, chora, sonha, idealiza… Alguém que sofre como os demais. Mas, alguém, capaz de vibrar de alegria e emoção, porque lhe é permitido olhar o vento, sentir a brisa, embalar o sol…! E, com as pétalas de flores, construir melodias ao luar. Alguém, que se deixa envolver pelo aroma sedutor que a paisagem enfeita, e acaricia o olhar que aconchego em meu peito, e afago em minhas mãos?!...
É! Somente isso! É isso o que eu sou:
- Uma sonhadora! Uma romântica incorrigível, que se delicia com as palavras, com as quais constrói montanhas de sorrisos, rios que desaguam em mar revolto, fontes que se enamoram, e desabrocham águas cristalinas que deslizam suavemente, pela subtileza da paixão.
Eu sou apenas Eu! Frágil! Sensível! Solidária! Amiga. Muito, muito amiga…!
Mas, sou também uma Leoa. Alguém que não baixa os braços, alguém que sabe escutar, sabe dizer sim, mas que também sabe dizer não! Alguém que acredita que tudo pode ser diferente, só é preciso querer e, ter na Alma a força e o desejo de vencer.
Por isso, ás vezes sinto-me como se fosse um mar fértil e abundante, onde todos buscam e saciam a felicidade.
No entanto, isso, não me impede de, muitas vezes, me sentir como o Mar Morto, sem vida, sem ter nada para dar.
Questiono-me: - o que esperam de mim? O que tenho eu afinal para dar?
Todavia, posso sempre juntar o pouco do que tenho, ao pouco que vós tendes.
Quem sabe, a soma de um, mais um, mais um, mais um…não permite o desenvolvimento e crescimento da porção. E, como na multiplicação dos pães e dos peixes, possamos com nossas mãos, nosso bem-querer, dar vida a muitas vidas! Saciar a fome, não só de pão, mas de desejos sequiosos de palavras calorosas, sorrisos que iluminam e aquecem o coração da gente; dessa gente, onde a palavra Amor não tem eco! Onde a palavra Fé não tem crédito! Onde a palavra Caridade se confunde com a revolta! Onde a Esperança escasseia e esmorece a cada dia que passa.
Convido-Vos a juntar a Vossa vontade com a minha vontade e desejo de partilha. E juntos, reacender a chama da Esperança. Com ela, incendiaremos o Amor, fortaleceremos a Caridade, aumentaremos a Fé. E, a esperança de um Mundo melhor, voltará a acontecer…
Amélia Fernandes
Quem sou eu, para Vos deixar nesse estado, como se andásseis á deriva, em busca de uma “catedral” de sonhos e desejos imaginados, construídos na tua/nossa/vossa mente? Na mente, de quem apenas sonha, e deseja ser feliz…!
É! Nada mais que isso peço á vida; apenas viver e ser feliz.
E que mulher não deseja isso?!
Assim sendo, não me coloquem num pedestal que não me pertence, tratem-me apenas como um ser Humano que sou. Sim, um ser Humano, com H maiúsculo. E, como mulher, posso dizer que não passo disso, simplesmente uma Mulher.
Alguém que ama, chora, sonha, idealiza… Alguém que sofre como os demais. Mas, alguém, capaz de vibrar de alegria e emoção, porque lhe é permitido olhar o vento, sentir a brisa, embalar o sol…! E, com as pétalas de flores, construir melodias ao luar. Alguém, que se deixa envolver pelo aroma sedutor que a paisagem enfeita, e acaricia o olhar que aconchego em meu peito, e afago em minhas mãos?!...
É! Somente isso! É isso o que eu sou:
- Uma sonhadora! Uma romântica incorrigível, que se delicia com as palavras, com as quais constrói montanhas de sorrisos, rios que desaguam em mar revolto, fontes que se enamoram, e desabrocham águas cristalinas que deslizam suavemente, pela subtileza da paixão.
Eu sou apenas Eu! Frágil! Sensível! Solidária! Amiga. Muito, muito amiga…!
Mas, sou também uma Leoa. Alguém que não baixa os braços, alguém que sabe escutar, sabe dizer sim, mas que também sabe dizer não! Alguém que acredita que tudo pode ser diferente, só é preciso querer e, ter na Alma a força e o desejo de vencer.
Por isso, ás vezes sinto-me como se fosse um mar fértil e abundante, onde todos buscam e saciam a felicidade.
No entanto, isso, não me impede de, muitas vezes, me sentir como o Mar Morto, sem vida, sem ter nada para dar.
Questiono-me: - o que esperam de mim? O que tenho eu afinal para dar?
Todavia, posso sempre juntar o pouco do que tenho, ao pouco que vós tendes.
Quem sabe, a soma de um, mais um, mais um, mais um…não permite o desenvolvimento e crescimento da porção. E, como na multiplicação dos pães e dos peixes, possamos com nossas mãos, nosso bem-querer, dar vida a muitas vidas! Saciar a fome, não só de pão, mas de desejos sequiosos de palavras calorosas, sorrisos que iluminam e aquecem o coração da gente; dessa gente, onde a palavra Amor não tem eco! Onde a palavra Fé não tem crédito! Onde a palavra Caridade se confunde com a revolta! Onde a Esperança escasseia e esmorece a cada dia que passa.
Convido-Vos a juntar a Vossa vontade com a minha vontade e desejo de partilha. E juntos, reacender a chama da Esperança. Com ela, incendiaremos o Amor, fortaleceremos a Caridade, aumentaremos a Fé. E, a esperança de um Mundo melhor, voltará a acontecer…
Amélia Fernandes
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